Escleroterapia por princípios hemodinâmicos – Laser ou usual

Alguns casos complexos podem precisar de cirurgia para resolver. Felizmente mais de 80% dos casos não precisam. Casos mais simples podem ser resolvidos sem procedimento cirúrgico, através de injeção ou laser na veia foco do problema. Pacientes que não possuem uma grande quantidade de veias dilatadas, que possuem pouco envolvimento da safena ou que já foram operados de varizes podem se beneficiar. Pacientes com vasinhos e manchas usualmente são resolvidos assim. Mas temos que fazer uma análise adequada, pois se tratarmos somente os vasinhos e não tratarmos a fonte do problema o resultado pode não ser o que desejamos.

O procedimento consiste inicialmente em um exame diagnóstico para definir de onde vem o fluxo que está sobrecarregando as veias. Seguido de uma injeção/laser direto na veia responsável pelo problema, usando a ecografia para guiar os pontos de injeção/laser. Muitas vezes a eliminação da fonte hemodinâmica do problema já murcha boa parte das veias menores e vasinhos junto com a veia tratada.

Nos casos em que as veias não murcham o necessário para resultado cosmético, seguimos com laser e escleroterapia nas colaterais menores e vasinhos.

Infelizmente alguns casos podem não resolver com a injeção e necessitar uma cirurgia posteriormente, mas são a minoria dos casos.

As microvarizes são conectadas com as maiores (link para video Youtube com veias pequenas que somem somente pelo tratamento da maior).

Entenda o princípio do fracionamento para tratar varizes.

Aprofundando o assunto: Se quiser ler uma publicação nossa sobre a escleroterapia revertendo refluxo na safena magna no Jornal Vascular Brasileiro clique no link aqui ou na capa da revista abaixo.

https://jvascbras.org/article/doi/10.1590/1677-5449.200064